Inclusão Escolar

domingo, 2 de novembro de 2008

RESENHA DA OBRA DE MARIA TERESA MONTOAN

Tema:INCLUSÃO ESCOLAR: POR QUE?
Por Raquel Maciel Lopes


A escola brasileira hoje é motivo de muitas críticas e discussões a respeito de seu papel, segundo Mantoan, ela é marcada pelo fracasso e pela evasão de uma parte significativa de alunos marginalizados, vítima dos pais, professores, das condições em que vivem. Todos esses fatores levam a baixa auto-estima dos alunos, o que gera uma falta de credibilidade em si e como conseqüência faz com que eles se evadem da escola ou simplesmente as freqüentam por serem obrigados por órgãos governamentais, que tentam de todas as formas fazer com que a legislação vigente seja cumprida. Os alunos não se sentem parte da escola e inclusos nela, eles não acreditam que podem realmente aprender.Na inclusão o autoconhecimento é importante e a baixa auto-estima não gera uma inclusão e sim uma diferenciação.A escola precisa incluir em todos os sentidos e não atribuir aos alunos as deficiências que são do próprio ensino. Precisa-se avaliar o modo como a escola ensina. Os professores precisam parar de repassar seus “problemas” para outros profissionais, problemas esses gerados pela incompetência para lidar com as deficiências. Os profissionais da educação precisam assumir suas próprias deficiências, enfrentar as dificuldades e seguir em busca de soluções, através de estudos, planejamentos e vontade de aprender.Segunda Maria Teresa Matoan a inclusão se justifica por meio de três questões, a identidade x diferença, a questão legal e a questão das mudanças.Embora a inclusão seja uma prática recente e ainda incipiente em nossas escolas, Mantoan, questiona a ética que ilumina nossas ações na direção de uma escola para todos. As propostas de ações educacionais trazem em sua maioria práticas conservadoras, nas quais fazem parte os sentimentos de tolerância e respeito. Esses dois sentimentos estão inseridos na diferença, onde fica mais acentuada a exclusão, pois se percebe as diferenças entre cada sujeito e apenas as toleram as respeitam, supondo-se que essas diferenças ficarão estagnadas, não havendo possibilidade de mudança e progresso entre as pessoas.Para Matoan, a ética, em sua dimensão crítica e transformadora, é que referenda nossa luta pela inclusão escolar. Sua posição é oposta à conservadora, porque entende que as diferenças estão sendo constantemente feitas e refeitas, já que vão diferindo infinitamente. A identidade de cada um vai sendo construída à medida que se entra em contato com novos desafios, novas experiências relacionais. O ser humano esta em constante mudança e ao mudar desconstrói e constrói diferenças.Neste contexto a autora aborda a questão legal posicionando-se contra a segregação nas classes especiais, citando algumas leis que tratam sobre a inclusão.Fazendo uma reflexão sobre a necessidade da adaptação das escolas para a acessibilidade de todos e para a inclusão de disciplinas e metodologias nas grades dos cursos de formação de professores a fim de que possam auxilia-los no caminho a inclusão irrestrita.Segundo a autora os caminhos propostos por nossas políticas de educação continuam insistindo em “apagar incêndios”, segundo a autora, continuam mantendo um distanciamento das verdadeiras questões que levam à exclusão escolar. Umas das barreiras para se mudar a educação é a falta de desafios, ou melhor, a neutralização de todos os desequilíbrios que ocorrem em nossa prática educacional, ao invés dos professores enfrentarem os desafios e irem em busca de soluções, passa-se esses desafios adiante, para os profissionais competentes, transformando assim uma oportunidade de progredir em mais um episódio de fracasso e descaso no comprometimento com a verdadeira inclusão.Incluir é necessário, primordialmente para melhorar as condições da escola, pois é nela que muitos pequenos cidadãos formam-se para a vida.

IV – Recomendações: Recomenda-se o texto: Inclusão escolar: Por quê?, a todos que tenham interesse em aprofundar-se na questão da inclusão escolar, principalmente, aos profissionais do campo da educação- desde a educação básica até o ensino superior, por estarem envolvidos no contexto educacional que visa o ensino-aprendizagens de indivíduos com dificuldades e necessidades especiais.

3 comentários:

Ana,Andréa,Celmira,Cristiane,Eliandra e outras disse...

Olá Raquel
Adorei sua iniciativa, e vou sugerir para que todos os cursistas façam o mesmo. Os teus textos estão escritos de forma a que reflitamos sobre o nosso papel de psicopedagogo na sociedade.
Abraços
Nilva

sara disse...

OI Keu
Nossa adorei ler o que você escreveu...Acho que pais e professores deveriam fazer com que "casa/escola", fosse uma só coisa, uma continuação... não algo separado da vida da criança. Acho que assim teria menos exclusão das escolas.Grande bj, e continue evoluindo assim . Te adoro!

Anônimo disse...

Sobre o seu texto, gostei bastante, muito bem redigido, mas no ponto que vc coloca: "Os professores precisam parar de repassar seus “problemas” para outros profissionais, problemas esses gerados pela incompetência para lidar com as deficiências. Os profissionais da educação precisam assumir suas próprias deficiências, enfrentar as dificuldades e seguir em busca de soluções, através de estudos, planejamentos e vontade de aprender".
Não sei se vc já atua na educação, mas existem muitos professores compromissados com seu aluno, mas infelizmente eles não sabem a quem recorrer... Temos que nos atentar, enquanto professor, sobre nossa obrigação de ENSINAR... Não somos psicólogos, nem promotores, nem conselheiros tutelares, nem assistente social, nem profissionais de áreas para cada problema existente na educação. Em meio a tantos "problemas", o professor tem perdido o seu verdadeiro papel. Tem que se tomar cuidado quando "GENERALIZAMOS". Identificar fatores ou causas de dificuldades é uma coisa, ser obrigado a saná-las é outra coisa. Para isso, existem profissionais capacitados e com formação específica. PENSE NISSO!!!!
Abraços, Neuzeli.